1 Samuel 25 (Nabal e Abigail)
“O que define nossos frutos é a escolha entre grosseria e ingratidão ou sabedoria e amor.”
No domingo, 29 de junho, a palavra nos trouxe uma reflexão profunda sobre a história de Nabal e Abigail, um casal que representou dois extremos de comportamento, trazendo tanto decreto de morte quanto livramento para sua casa.
Nabal, descendente de Calebe, era um homem rico, com servos e uma esposa sábia e bela, mas mesmo assim escolhia a grosseria e a tolice para reger suas atitudes, pois em seu coração havia ingratidão e dureza. Quando uma oportunidade bateu à porta daquela família, Nabal transformou essa oportunidade em um decreto de morte, incapaz de oferecer gratidão a quem havia lhe feito bem, como Davi e seu exército.
Quantas vezes, tomados por autossuficiência e orgulho, também nos tornamos cegos, incapazes de enxergar que estamos sendo servidos e abençoados por outras pessoas, fechando portas de oportunidades porque estamos frutificando tolice em vez de sabedoria?
A Bíblia nos ensina que “palavras duras suscitam ira, mas as brandas acalmam” (Pv 15:1). Diante da tolice do marido, Abigail escolheu a sabedoria e a paz para sua casa, não por merecimento de Nabal, mas para nos mostrar como devemos nos posicionar quando as crises chegam. Mesmo que não tenhamos sido os causadores do mal, precisamos nos humilhar diante de Deus e suplicar por Sua misericórdia.
Dobrar os joelhos, deixar o orgulho morrer aos pés de Jesus, demonstra nossa dependência d’Ele e o nosso desejo de frutificar o Espírito (sabedoria) e não a carne (tolice).
Sabedoria e tolice não são apenas adjetivos, mas comportamentos que revelam o que estamos frutificando. A escolha é nossa: grosseria, tolice e ingratidão ou sabedoria, humilhação e amor.