Quando o filho se perde e o Pai espera

Lucas 15: 21 – A parábola do Filho Pródigo

Assim como a corça suspira pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando irei e me apresentarei diante da face de Deus? (Salmos 42:1-2)

Com esta palavra, demos início a mais um culto de domingo, com sede de Deus, pelo que Ele é, por sua presença e amor.

Finalizando as ministrações que trouxeram algumas paternidades citadas na Bíblia, neste último domingo foi a vez de ouvirmos a parábola do Filho Pródigo sobre uma vertente diferente.

Em Lucas 15, Jesus conta três histórias dentro de uma parábola só: começando pela ovelha perdida, na qual o pastor, mesmo possuindo as 99 ovelhas, sente falta e vai atrás de uma; logo depois, Jesus cita a dracma perdida; e, para finalizar, o Filho Pródigo traz as parábolas anteriores retratadas nos dois filhos, o pródigo e o mais velho.

Diferente do pastor que foi atrás da ovelha perdida, o pai do Filho Pródigo, ao ver seu filho partir, permite que ele vá e atende prontamente ao pedido de herança, ainda que seu coração de pai estivesse sofrendo pela partida do filho, supondo que aquele moço poderia se perder mundo afora. Mesmo assim, o pai respeita a escolha do filho mais novo.

Como filhos de um Deus vivo, por vezes estamos como este Filho Pródigo, pedindo a Deus por tantas coisas que pensamos ser necessárias. Algumas até são, e em sua misericórdia e infinita bondade, Ele nos atende. Mesmo sabendo que nosso coração pode se apegar à bênção concedida, pouco a pouco deixamos o relacionamento com o Pai para usufruir do que Ele nos deu, tornando-nos pródigos, sem perceber que nossa verdadeira necessidade está na casa do Pai, à mesa, em Sua presença.

Já como pais, devemos pedir a Deus discernimento e sabedoria para agirmos com clareza diante dos pedidos inusitados que nossos filhos fazem diariamente, entendendo que o tempo em que eles estão conosco é o momento de ensinar valores que queremos perpetuar nas próximas gerações. “Ensina o menino no caminho em que deve andar…” (Pv. 22:6).

No decorrer dos dias, aquele filho se depara com o fim de uma riqueza que parecia eterna, e o mais interessante é que ele se lembra da casa do pai somente quando se vê com tanta fome que deseja comer alimentos destinados aos porcos.

Neste ponto da parábola, podemos perceber pela ótica do filho algumas características desse pai: provedor, com abundância e fartura em sua casa, generoso e justo, pois oferecia a mesma fartura aos seus empregados.

Na ótica de nossos filhos, como estamos sendo vistos? Precisamos nos fazer essa pergunta diariamente e, se necessário, pedir desculpas e nos comprometer a melhorar.

Ao cair em si, o filho não só se arrepende da escolha feita, mas também vê com clareza que, mesmo diante do arrependimento, existem consequências das más escolhas. Por isso, caminha na intenção de ser um dos empregados do pai, pois não se enxerga mais como filho.

Como filhos, muitas vezes damos vazão às vozes de culpa, remorso e mágoas, que aumentam o distanciamento com pais e mães, nos afastando do primeiro mandamento com promessa: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.” (Ex. 22:12). Mesmo diante da dor e do erro, continuamos sendo filhos.

O Filho Pródigo, ainda no caminho, é avistado pelo pai, e diferente do que imaginava, o pai ainda o considera filho e o acolhe com alegria. Diante da confissão do filho, o pai não o acusa nem remói o passado, mas revela ali não só a bondade e provisão que o filho já conhecia, mas também seu amor e compaixão, reconectando-o à família com o anel.

Neste ponto da história, vemos o filho mais velho como a dracma perdida: ele já tinha tudo do pai, era precioso por sua primogenitura, mas, por não reconhecer seu valor, perdeu-se dentro de casa.

Como filhos, precisamos entender nossa identidade em Deus Pai, para que possamos tomar posse da autoridade que há no sangue de Jesus, a qual nos tornou não escravos, mas filhos.

Ministração da palavra: Pastor Helder Vale
Texto elaborado pela redator(a) do culto, sendo de sua inteira responsabilidade

Ouça a ministração completa e veja as fotos que marcaram o nosso culto

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